Resposta ao Ministro da Saúde Paulo Macedo

terça-feira, 15 de setembro de 2020

41 ANOS DO SNS - UMA CONQUISTA DE ABRIL

Quarenta e um anos sobre a publicação da Lei n.º 56/79, de 15 de setembro, data de criação do SNS.

 

Será fundamental não esquecer que  a sua criação no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais partiu de uma votação da maioria dos deputados, que comummente chamamos de esquerda, pois à direita todos votaram contra, e não podemos volvidas quatro décadas esquecer os protagonistas, pois um deles tem responsabilidades acrescidas e que tem o dever de fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, concretamente na exigência ao primeiro ministro às quintas-feiras o quanto tem que se aplicar no reforço de investimento no SNS, enquanto prestador público e não mero financiador. Não basta ao PS afirmar que o “pai” do SNS foi António Arnaut, é fundamental por em prática medidas legislativas aprovados nos últimos orçamentos de Estado apresentadas pelo PEV, PCP e BE com vista ao reforço do SNS, nomeadamente no que concerne ao reforço e valorização dos profissionais de saúde. Pois estamos cada vez mais distantes do primado fundamental aquando da criação do SNS, garantir o acesso a cuidados de saúde a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social, bem como aos estrangeiros, em regime de reciprocidade, apátridas e refugiados políticos

 

Este governo minoritário do PS tem o dever ético e moral de regulamentação da nova lei de bases de saúde com os partidos à sua esquerda e que expurgue definitivamente o caminho que tem trazido o aprofundamento da promiscuidade entre privado e público e acabe definitivamente com as parcerias público-privadas, não há boas e más. Há opções ideológicas que servem o interesse colectivo e há as opções ideológicas que servem os interesses do Capital. É hora de acabar com os atropelos aos valores de Abril, um deles plasmado na CRP, o artigo 64.

Ao longo dos anos a esmagadora maioria dos trabalhadores do SNS têm uma dedicação profissional que se traduziu em melhor SNS com ganhos em saúde que colocaram Portugal ao nível do resto da Europa e reduziram muitas das desigualdades que durante décadas nos marcaram.

 

O desinvestimento por opções ideológicas das políticas de direita, enfatizo políticas de direita, levou a que linhas fundamentais no investimento, nomeadamente ao um plano estratégico a curto e médio prazo nos recursos humanos e não apenas tímidas promessas na argumentação política. Urge apostar nesta grande conquista de Abril que é o SNS.

Enquanto enfermeiro assumo o lema do meu sindicato de classe, o SEP: "FORTALECER O SNS, DIGNIFICAR OS ENFERMEIROS".

 

Assumo a militância de abraçar decisões colectivas na exigência clara no reforço e modernização de toda a resposta pública do SNS no distrito da Guarda, pois já basta de promessas vãs de investimento no pavilhão 5, centro de saúde de Seia e na segunda fase do HSM.

 

Não podemos aceitar que instituições públicas de saúde no Interior estejam reféns de decisões políticas contrárias aos interesses das populações no Interior. É uma falácia o argumento de que não há trabalhadores da saúde ou estão mal distribuídos, ou que não querem vir para o Interior. Não percebo mais uma vez o argumento quando formamos enfermeiros nas Escolas Superiores de Saúde, formamos médicos na Faculdade de Ciências da Saúde. Mais incompreensível a precariedade laboral que se instala quando os trabalhadores cumprem funções permanentes e necessários nos serviços.

 

Nos primórdios do SNS implicou a nobre militância de milhares de trabalhadores da saúde, hoje também cabe-nos outro tipo de militância, a da consciencialização dos que possam integrar no futuro próximo o nosso SNS, como espaço nobre e de excelência na nossa formação continua ao serviço das populações, mas também implica mais unidade entre todos os trabalhadores na exigência aos decisores políticos que a destruição do SNS não serve os interesses dos portugueses, onde se integram todos os trabalhadores do SNS. A dignificação das carreiras profissionais e por consequência a valorização do trabalho é fundamental para por cobro ao caminho de retrocesso em algumas áreas fundamentais do nosso SNS.

 

A coesão social e territorial passa indubitavelmente pela necessária determinação política na defesa do Estado social saído do 25 de Abril.


Manif / Greve Enfermeiros, 29 Janeiro 2010

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Um memorando de entendimento para a dinamização de uma Aliança Regional para a Saúde?!


Afinal onde cabe o papel de confluência da ARSC/MS?

Na altura da publicação de uma Resolução do Conselhos de Ministros, não foi publicado no dia 01, mas dia 11 de abril de 2016 afirmava:" Encontra -se na fase final de apreciação pelos membros
do Governo responsáveis pelas áreas da ciência, tecnologia e ensino superior e da saúde a criação de um consórcioentre o Centro Hospitalar Cova da Beira, E. P. E., a UnidadeLocal de Saúde da Guarda, E. P. E., a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, E. P. E., o Centro Hospitalar Tondela -Viseu, E. P. E., e a Universidade da Beira Interior através da sua Faculdade de Ciências da Saúde." ?! Estranhei a exclusão das Escolas Superiores de Saúde.

Para o meu espanto, no âmbito do 37 anos do SNS - Serviço Nacional de Saúde – "O resgate da dignidade" somos confrontados com a assinatura pública da constituição do Centro PT Health Alliance, que visa dinamizar uma aliança regional na área da saúde.

O memorando de entendimento envolve a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, as universidades de Coimbra, Aveiro e Beira Interior, o CHUC, o Centro de Medicina de Reabilitação Rovisco Pais, os centros hospitalares da Cova da Beira e do Baixo Vouga, a Administração Regional de Saúde do Centro, a Entidade Regional de Turismo do Centro, o Biocant, de Cantanhede, e o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra. Agora estranho a exclusão da ULS da Guarda.

Haverá mesmo de construção de uma tríade universitária na formação em saúde? Não esquecer as capacidades instaladas.

Afinal conseguimos liquidar a famosa portaria 82/2014, proposta de resolução do PCP na AR(água mole em pedra dura tanto dá até que fura) mas deixaram resquícios, alguns travestismos de vontades políticas ocultas, estas suportadas por redes de referenciação hospitalar, que tentam liquidar pela "isenta e inócua" decisão técnica a vontade expressiva contrária à formação e fortalecimento de valências nos Hospitais do Interior.

Além dos eufemismos com consórcios, não se lembrem das fundações, as tais que na altura do pacto de agressão iam ser "liquidadas", tais como algumas perniciosas parcerias, estas infelizmente na saúde são mesmo perniciosas, as que potenciam a promiscuidade público-privado.

Gostaria de ver todos os atores em saúde defender claramente a separação entre público e privado. Apostando num código de conduta claro no exercício público de funções no seio do SNS.

Estranho que o governo PS ainda não tenha revogado a legislação que permite as USF modelo C; a municipalização da saúde, entre outras.

Sinais de esperança na verdadeira mudança já não os vejo, dissiparam-se...


https://www.sns.gov.pt/noticias/2016/09/14/37-anos-de-sns/

Mercado Medieval de Marialva dias 17 e 18 de Maio!

A mudança é necessária

MANIFESTAÇÃO 29 09 2010 - PORTO

Manifestação Nacional da A Pública 06 11 2010

MANIFESTAÇÃO DA CGTP-IN 29 09 2010 - PORTO

Homenagem ao camarada José Manuel Costa - PCP 14 11 2010

Desfile na Guarda "Não ao PEC - Emprego, Produção e Justiça Social" - Jerónimo de Sousa

LUTA DOS ENFERMEIROS - Distribuição frente ao Governo Civil da Guarda 22 02 2010

HOMENAGEM ao camarada José Manuel Costa PCP DORG 14 11 2010

http://picasaweb.google.com/honorato.robalo/HomenagemAoCamaradaJoseManuelCostaPCP14112010#

milhares de jovens manifestaram-se nas ruas de lisboa para exigirem um futuro digno

Manifestação de Jovens Trabalhadores 26 03 2010 (InterJovem/CGTP-IN)

Manifestação Nacional de Jovens Trabalhadores 26 03 2010 em Lisboa

Enfermeiros em Luta - Manifestação Lisboa 29 Jan 2010 - fonte:PCP

Milhares de jovens manifestaram-se no dia 26 de Março de 2010 em Lisboa

Cerca de 20 mil enfermeiros avisaram o Governo de que podem voltar à greve - fonte SIC

SMN 500 euros JÁ! USG/CGTP-IN 21 12 2010

Manif / Greve Enfermeiros, 29 Janeiro 2010

GREVE GERAL 24 NOVEMBRO DE 2010

ACÇÃO NACIONAL DESCENTRALIZADA DA CGTP-IN - GUARDA 22 02 2010

as opções tomadas até hoje em alternância levaram o país à situação actua

Enfermeiros - Manif Concentração frente ao Ministério das Finanças 29 01 2010

MANIFESTAÇÃO NACIONAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 06 11 2010

12 DE MAIO 2009 - GREVE E GRANDE MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE ENFERMEIROS

Cerca de 200 trabalhadores deslocam-se da Guarda até Lisboa

MANIF/CONCENTRAÇÃO DE ENFERMEIROS FRENTE AO MS - SEP 18 06 2010

E SE hoje NÃO ESTIVESSEM AQUI ENFERMEIROS?

MANIF/CONCENTRAÇÃO DE ENFERMEIROS FRENTE AO MS - SEP 18 06 2010 - fonte TV Enfermagem

MANIF CGTP-IN 29 05 2010 - fotos captadas por Honorato Robalo

Portugal - Milhares de enfermeiros protestam nas ruas de Lisboa

Enfermeiros-Manif Lisboa 29 01 2010

SEP- Intervenção do José Carlos Martins - frente ao Ministério da Saúde

LUTAR VALE SEMPRE A PENA ! 01 OUTUBRO 2008 - É ESTE O CAMINHO QUE TEMOS QUE CONTINUAR!

CONTINUAMOS A TER RAZÕES PARA CONTINUAR A LUTA!

Notícias País Greve de 3 dias termina com protesto nacional de enfermeiros em Lisboa 29-01-2010